Saturday, November 29, 2008

YES - O megalomanísmo progressivo

O Yes foi formado em 1968 pelo vocalista Jon Anderson e pelo baixista Chris Squire. No início, o grupo ganhou notoriedade por fazer versões drasticamente alteradas, mais extensas, de músicas de outros artistas. O primeiro álbum, auto-intitulado, foi lançado em 25 de Julho de 1969. Desde o início, o Yes já era uma banda de músicos excelentes com objetivos ambiciosos. O ponto de vista otimista e vagamente futurista do mundo contribuia para uma sonoridade melódica, virtuosa e entuasiasmada.
Em 1970, o grupo levou suas ambições ao extremo, especialmente para esse período, ao gravar e lançar seu segundo disco, desta vez acompanhado por uma orquestra de 30 músicos.
As gravações do Yes durante a década de 70 ainda hoje são consideradas por muitos fãs como sendo o som clássico do Yes. Esses discos apresentam arranjos complexos com orientação de música erudita, marcações de tempo incomuns, musicalidade virtuosa, mudanças métricas dramáticas, dinâmicas e letras surrealistas de significados obscuros. O repertório comumente excedia a estrutura padrão das músicas pop de duração média de três minutos com suítes longas, algumas vezes com 20 minutos ou mais, fazendo da banda um dos carros-chefe do emergente rock progressivo. Versos com vocais alternavam-se com interlúdios instrumentais atmosféricos, passagens frenéticas e improvisos longos de guitarra, teclado e baixo. As marcas registradas deste período clássico são os vocais agudos e melódicos de Jon Anderson, os solos de guitarra e teclado de Steve Howe e Rick Wakeman, respectivamente, a bateria poliritmica de Bill Bruford (e, posteriormente, Alan White) e o baixo altamente melódico de Chris Squire.
Em seguida o Yes entrou naquele que muitos consideram como sendo seu perído mais fértil e bem-sucedido, gravando dois discos muito bem recebidos: Fragile (1972) e Close to the Edge (1972). Os dois discos se tornaram grandes marcos na história do rock progressivo. Inclusive, muitos consideram o álbum Close to the Edge como sendo o ponto máximo de todo o genêro.
O disco Tales from Topographic Oceans, marcou uma mudança drástica na sorte da banda, dividindo fãs e critícos. Apesar de composições longas do Yes já serem comuns nesse ponto - a faixa-título de Close to the Edge ocupava todo um lado do LP - as quatro faixas de duração média de 20 minutos que constituíam o disco duplo Tales from Topographic Ocans receberam opiniões mistas e muitos já chegavam a dizer que o Yes estava começando a exagerar. Por outro lado, fanáticos por rock progressivo o consideram um dos melhores discos de rock progressivo de todos os tempos. Não importa que opiniões receba, a única coisa certa é que o disco deixa uma impressão extrema, seja ela positiva ou negativa.
Foram lançados ainda com grande sucesso e já com outra formação, o album Relayer em 1974, Going to the One em 1977 e Tormato em 1978, antes da árdua fase do auge do movimento Punk Rock que criticava pesadamente os "excessos" do rock progressivo.
O Yes ainda obteve grandes sucessos na turnê do album Drama de 1980 e permanece em atividade até os dias de hoje e ainda é reconhecida como uma das maiores bandas de rock de todos os tempos servindo de inspiração para fãs e amantes do rock ao redor do mundo.

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