Monday, December 15, 2008

Google OS - Existe?

Quase todo mundo parecia ter se esquecido da história, mas a boataria começou outra vez. E agora foram acrescentadas evidências a um dos maiores mistérios do mundo da tecnologia: estariam os funcionários do Google criando um novo sistema operacional, capaz de quebrar as pernas do Windows?

Quem ressuscitou a suspeita do Google OS foi o jornalista Andy Patrizio, do site internet.com. Ele entrou em contato com a Net Applications, que usa sensores em 40 mil sites da web para medir o tráfego e reunir dados sobre os PCs dos usuários que entram nas páginas, como o tipo de sistema operacional, a resolução do monitor, o navegador, o IP, etc. Patrizio então descobriu algo muito estranho sobre os visitantes do domínio Google.com, ou seja, os funcionários de Larry Page e Sergey Brin.

Um terço dos micros usados por eles não rodava Windows, Mac OS ou qualquer distribuição conhecida do Linux. O sistema operacional simplesmente não foi identificado. Aí, começaram as especulações. Tem gente dizendo que é uma versão turbinada do Android, e há quem acredite que tudo não passa de um Ubuntu modificado, o Goobuntu. O fato é que existe alguma coisa muito estranha lá nos computadores do Googleplex.

Se o Google OS realmente for lançado, a Microsoft e a Apple vão apanhar muito. Provavelmente será um sistema gratuito e de código aberto – o que atrairá uma legião de curiosos, doidos para instalá-lo em seus micros, e um imenso grupo de programadores dispostos a melhorá-lo. Mas a maior diferença virá com o apoio das companhias de hardware e software. Como eles não estão nem aí para o Linux, sistemas excelentes como o Ubuntu não conseguem decolar até hoje, por conta de problemas de incompatibilidade ou pela falta de programas populares. Dificilmente essas empresas vão dar as costas para o Google OS. O jeito é aguardar...

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blog interessante

DealExtreme - O melhor lugar pra comprar produtos chineses



A loja vende produtos chineses (tudo sai de Hong Kong) e se destaca de outras (incluindo o e-bay) pelos seguintes pontos:
  1. A maioria dos produtos custa espantosamente barato. Existem exceções, com produtos caros até para os padrões brasileiros, mas são poucas;
  2. Os preços já incluem frete para qualquer lugar do mundo, sem pegadinhas. Muitos produtos saem mais barato no total que o preço pago apenas aos Correios aqui no Brasil;
  3. Existe um fórum onde os clientes podem trocar idéias;
  4. Qualquer um pode fazer um review de qualquer um dos produtos, positivo ou negativo, mesmo sem ter comprado o produto lá, que é anexado à página do mesmo;
  5. Cada página de produto dá acesso ao fórum e discussões sobre o produto iniciadas por ela são automaticamente ligadas a ela. Você pode até reclamar que o preço está caro e dizer onde existe mais barato, que seu comentário não é vetado. Aparentemente o staff de Dealextreme checa as informações para cobrar preços mais baixos de seus fornecedores;
  6. Você pode mandar entregar no endereço que quiser, no nome que quiser;
  7. Aceita paypal, então você não precisa dizer o número do seu cartão a eles.
Você vai notar que a maioria dos itens acima está ausente até mesmo em grandes e respeitáveis lojas online do Brasil e do exterior.

Agora com a disparada do dólar não está compensando tanto assim mas de qualquer forma serve como uma alternativa mais barata a produtos chineses com ágio exorbitante encontrados no Brasil.

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Banda Larga com 60 Mbps no Brasil

Serviço será gratuito para clientes do pacote NET Combo HD Max. Velocidade vai de 20 Mbps e chega a 60 Mbps em alguns bairros.

Com o objetivo de entender o comportamento dos consumidores, a Net está lançando em São Paulo um projeto piloto para oferecer banda larga com velocidades de 20 Mbps e 60 Mbps.

Segundo José Félix, presidente da empresa, a intenção é que o piloto, com duração de 6 meses, gradualmente se transforme em um produto comercial. “A gente quer entender o comportamento do consumidor com esse tipo de serviço”, relatou o executivo.

A velocidade de 20 Mbps estará disponível em toda a capital paulista para os clientes do pacote NET Combo HD Max, que custa cerca de 400 reais e oferece TV em alta definição. O consumidor não terá de pagar nada pela migração, mas precisa trocar o modem de banda larga, fornecido pela Motorola.

Já a velocidade de 60 Mbps ficará restrita aos bairros Itaim, Morumbi, Jardins e Pinheiros. Juntamente com o aumento de banda, a operadora vai oferecer aos consumidores de maior valor um serviço de vídeo sob demanda em alta definição, por meio de um portal na web, que só poderá ser acessado pelos consumidores do pacote HD Max.

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Wednesday, December 10, 2008

Rush

Ao longo da história do RUSH, este trio passou por muitas fases distintas. Cada uma dessas fases representa um triunfo na música, permitindo que a banda de seguir em frente. No final de cada fase, um album ao vivo era lançado. Essa tradição começou com "All The World's A Stage", gravado ao vivo no Massey Hall, em Toronto, no Canadá. Desde então, o grupo lançou mais três álbuns ao vivo: os "best sellers" Exit... Stage Left (1981), A Show of Hands (1989), e o album triplo Different Stages (1998) , que engloba três décadas de música do grupo.
Dentro da história do grupo identificam-se as seguintes fases:

Fase Hard Rock - Progressivo Experimental: 1974–1976: A banda formada em 1968, lança o seu primerio album em 1974 entitulado Rush com características de Hard Rock. A partir daí, já no segundo disco Fly By Night, a banda começa a mostrar o rock progressivo, pelo qual ficou famosa, se afastando do hard rock e do blues, e criando arranjos e letras mais complexas.

Fase Progressiva: 1977–1981: A banda lança vários álbuns de rock progressivo, iniciando por A Farewell to Kings (1977) e culminando na obra prima Moving Pictures (1981), considerado por muitos como o melhor album banda. O album ao vivo Exit... Stage Left encerra a segunda fase

Fase Teclado: 1982–1988: A partir do álbum Signals, lançado em 1982, os recursos eletrônicos (teclados, sintetizadores, samplers) começaram a ser mais explorados. Foi uma fase experimental para a banda. Nesta fase, a musica do Rush torna-se mais comercial, sendo objeto de vários videoclipes da MTV.

Fase Hard Rock: 1989–1998: A partir do álbum Presto, lançado em 1989, o trabalho da banda deixou de dar tanta prioridade aos teclados, mas ainda o usando de forma esplêndida. Marcado também por composições mais pesadas e pelo album Test For Echo (1996), recebedor de elogios pela crítica e pelos fãs.

Fase Hard Prog: 2002-Atual: Após um tempo parada por problemas pessoais de Neil Peart, a banda retorna em 2002 com o album Vapor Trails e em 2004 o album de covers Feedback. O novo album Snakes & Arrows demonstra que a banda ainda está em forma e a cada novo álbum se atualizando.



Conheça algumas músicas Rush:



Discografia [DOWNLOAD]:


Download da discografia vai torrent:
link 1
link 2

Download da discografia via http:
link


História do Rush
Site Oficial

Saturday, November 29, 2008

YES - O megalomanísmo progressivo

O Yes foi formado em 1968 pelo vocalista Jon Anderson e pelo baixista Chris Squire. No início, o grupo ganhou notoriedade por fazer versões drasticamente alteradas, mais extensas, de músicas de outros artistas. O primeiro álbum, auto-intitulado, foi lançado em 25 de Julho de 1969. Desde o início, o Yes já era uma banda de músicos excelentes com objetivos ambiciosos. O ponto de vista otimista e vagamente futurista do mundo contribuia para uma sonoridade melódica, virtuosa e entuasiasmada.
Em 1970, o grupo levou suas ambições ao extremo, especialmente para esse período, ao gravar e lançar seu segundo disco, desta vez acompanhado por uma orquestra de 30 músicos.
As gravações do Yes durante a década de 70 ainda hoje são consideradas por muitos fãs como sendo o som clássico do Yes. Esses discos apresentam arranjos complexos com orientação de música erudita, marcações de tempo incomuns, musicalidade virtuosa, mudanças métricas dramáticas, dinâmicas e letras surrealistas de significados obscuros. O repertório comumente excedia a estrutura padrão das músicas pop de duração média de três minutos com suítes longas, algumas vezes com 20 minutos ou mais, fazendo da banda um dos carros-chefe do emergente rock progressivo. Versos com vocais alternavam-se com interlúdios instrumentais atmosféricos, passagens frenéticas e improvisos longos de guitarra, teclado e baixo. As marcas registradas deste período clássico são os vocais agudos e melódicos de Jon Anderson, os solos de guitarra e teclado de Steve Howe e Rick Wakeman, respectivamente, a bateria poliritmica de Bill Bruford (e, posteriormente, Alan White) e o baixo altamente melódico de Chris Squire.
Em seguida o Yes entrou naquele que muitos consideram como sendo seu perído mais fértil e bem-sucedido, gravando dois discos muito bem recebidos: Fragile (1972) e Close to the Edge (1972). Os dois discos se tornaram grandes marcos na história do rock progressivo. Inclusive, muitos consideram o álbum Close to the Edge como sendo o ponto máximo de todo o genêro.
O disco Tales from Topographic Oceans, marcou uma mudança drástica na sorte da banda, dividindo fãs e critícos. Apesar de composições longas do Yes já serem comuns nesse ponto - a faixa-título de Close to the Edge ocupava todo um lado do LP - as quatro faixas de duração média de 20 minutos que constituíam o disco duplo Tales from Topographic Ocans receberam opiniões mistas e muitos já chegavam a dizer que o Yes estava começando a exagerar. Por outro lado, fanáticos por rock progressivo o consideram um dos melhores discos de rock progressivo de todos os tempos. Não importa que opiniões receba, a única coisa certa é que o disco deixa uma impressão extrema, seja ela positiva ou negativa.
Foram lançados ainda com grande sucesso e já com outra formação, o album Relayer em 1974, Going to the One em 1977 e Tormato em 1978, antes da árdua fase do auge do movimento Punk Rock que criticava pesadamente os "excessos" do rock progressivo.
O Yes ainda obteve grandes sucessos na turnê do album Drama de 1980 e permanece em atividade até os dias de hoje e ainda é reconhecida como uma das maiores bandas de rock de todos os tempos servindo de inspiração para fãs e amantes do rock ao redor do mundo.

Uma pequena amostra da qualidade sonora do YES:


Wednesday, November 19, 2008

Linux - Porquê usar

Porque você não faz nada com um Sistema Operacional, e sim com os softwares, o SO precisa apenas manter o bom funcionamento, sem travamentos e gerenciar a memória, O novo Windows VISTA, necessita de uma quantidade imensa de Memória somente para manter-lo funcionando, consumindo recursos de programas que realmente precisam.

Você usa o computador para o seu Lazer ou Trabalhos e essas tarefas são realizadas por Softwares e não pelo Sistema Operacional.

Softwares indispensáveis e de auto nível são disponíveis para Linux como por exemplo: Nero, Second Life, Google Earth etc.

Outros podem ser substituídos por um equivalente a altura por exemplo: Adobe Photoshop por GIMP, Internet Explorer por Firefox, Microsoft Office por SUN StarOffice.

Mesmo assim se você quiser usar Software exclusivo do Windows no Linux você pode, bastar utilizar um emulador como: Wine etc

Quanto a instalação, Se você optar por Distro Linux como por exemplo: Ubuntu ou Mandriva, basta colocar o CD ou DVD e pronto.

A principal virtude do Linux é a quantidade de Softwares disponíveis e tudo Legalizado sem necessidade de pagar por licença, TUDO que você faz com Softwares exclusivo de Windows você pode fazer com o mesmo Software no Linux ou um substituto a altura, e o Linux NUNCA É INFECTADO POR VÍRUS.

Faça um favor a si mesmo e pelo menos tenha os dois Sistemas Operacionais instalados no seu Computador, para ir se adaptando aos poucos.


























Porque usar o linux:

1 - é 100% operacional, 100% sem pirataria
2 - é altamente personalizavel
3 - voce manda na maquina, e não o contrario
4 - voce instala programas, e o sistema nao vai ficando lento
5 - nao precisa ficar "formatando" a cada 3 meses
6 - faz coisas que os usuarios d WinXP nem sonham em fazer
7 - é multi-usuario de verdade
8 - nao precisa de anti-virus
9 - nao precisa de anti-spywares
10 - tem firewall que funciona de verdade
11 - nao precisa de "defrag"

Tuesday, January 29, 2008


Gostaria de sugerir como leitura......uma opinião do Presidente Fidel.

REFLEXÕES DO PRESIDENTE FIDEL CASTRO

O presente do Dia de Reis


OS cabogramas anunciaram-no com antecedência. Em 6 de janeiro informaram que Bush viajaria para o Oriente Médio assim que terminasse seu cristão descanso de Natal. Visitaria as terras dos muçulmanos, de outra religião e cultura à qual os europeus que se converteram em cristãos, declararam guerra, por infiéis, no século 11 d. C.

Os próprios cristãos mataram-se uns aos outros, tanto por motivos religiosos quanto por interesses nacionais. Parecia que tudo tinha sido superado pela história. Ficavam as crenças religiosas, que deviam ser respeitadas, e suas lendas e tradições, fossem ou não cristãs. Neste lado do Atlântico, mesmo como em muitas outras partes do mundo, as crianças ansiosas esperavam cada 6 de janeiro procurando rações suficientes para os camelos dos Reis. Eu também experimentei essa sensação de esperança nos primeiros anos de minha vida, pedindo o impossível aos afortunados Reis, com as mesmas ilusões com as quais alguns compatriotas esperam milagres de nossa perseverante e digna Revolução.

Não tenho a fortaleza física necessária para conversar diretamente com os vizinhos do município onde fui proposto candidato para as eleições do domingo próximo. Faço o que posso: escrevo. Para mim é uma nova experiência: não é o mesmo falar do que escrever. Hoje, que disponho de mais tempo para me manter informado e meditar sobre aquilo que vejo, apenas o tempo me dá para escrever.

O bom é esperado, o mau surpreende e desmoraliza. Preparar-se para o pior, é a única forma de preparar-se para o melhor.

Parece irreal ver Bush, o conquistador das matérias-primas e dos recursos energéticos de outros povos, impondo normas ao mundo sem se importar com as centenas de milhares ou milhões de pessoas que morrem e com a quantidade de cárceres clandestinos e centros de torturas que devem ser criados para atingir seus objetivos. “Sessenta ou mais escuros cantos do planeta” devem ficar à espera de ataques preventivos ou inesperados. Não fechemos os olhos, Cuba é um desses cantos escuros. Assim o disse textualmente o chefe do império e adverti disso mais de uma vez a comunidade internacional.

Em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, a poucas milhas do Irã, a AP informou: “O presidente estadunidense George W. Bush disse no domingo que o Irã ameaça a segurança do mundo, e que os Estados Unidos e seus aliados árabes devem unir-se para enfrentar o perigo antes de que seja tarde demais.

“Bush acusou o governo de Teerã de financiar terroristas, debilitar a paz no Líbano, e de enviar armas à milícia religiosa afegane Talibã. Acrescentou que o Irã tenta intimidar seus vizinhos com uma retórica alarmante, desafia as Nações Unidas e desestabiliza totalmente a região ao não querer esclarecer as intenções de seu programa nuclear.”

“Bush disse ’As ações do Irã ameaçam a segurança das nações em toda parte’. Portanto os Estados Unidos fortalecem nossos compromissos de segurança assumidos há muito tempo com nossos amigos no golfo Pérsico e convocam seus amigos para enfrentarem este perigo.”

“Bush falou no hotel Emirates Palace, construído a um custo de US$3 bilhões de dólares e onde uma suíte custa US$2.450 cada noite. Tem um quilômetro de comprimento e uma praia de areia branca de 1,3 quilômetros de comprimento. Segundo Steven Pike, um porta-voz da embaixada dos Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos, cada grão da areia dessa praia foi importado da Argélia.”

Todo mundo sabe que ele quer a guerra contra o Irã, é sua guerra. Promete, além disso, que as tropas norte-americanas permanecerão pelo menos mais 10 anos no Iraque.

O pior é a incapacidade dos principais candidatos dos partidos, que vão sucedê-lo, de retificar. Nenhum deles atreve-se a roçar com a pétala de uma rosa essa prática imperial, sob o pretexto de lutar contra o terrorismo, engendrado pelo próprio sistema e seu colossal e insustentável consumismo, pretendendo o impossível: crescimento sustentável, emprego pleno e sem inflação.

Esses não foram os sonhos de Martin Luther King, de Malcolm X e de Abraham Lincoln, nem de nenhum dos grandes sonhadores que a humanidade teve ao longo de sua azarada história.

Aquele que tiver tempo para ler e analisar as notícias que chegam através da Internet, cabogramas e livros, pode comprovar as contradições às quais foi levado o mundo.

Num artigo publicado pelo jornal El País, órgão de imprensa espanhol muito acompanhado, se faz referência ao tema dos preços dos alimentos e ao combustível. Escrito por Paul Kennedy, professor de história e diretor de Estudos Internacionais sobre Segurança na Universidade de Yale, um dos intelectuais de maior influência nesse país, o artigo assevera que “o petróleo é o maior elemento de dependência que têm os Estados Unidos com forças externas”.

“Em meados do século 18, a Grã-Bretanha possuía a maior indústria de construção de veleiros do mundo. Contudo, ao passo que seus estaleiros construíam centenas e, inclusive, milhares de veleiros por ano, uns inventores ingleses criavam a máquina a vapor, que produzia enormes quantidades de energia, garantida pelas jazidas especialmente betuminosas do sul de Gales. O máquina a vapor e o carvão impulsionaram o desenvolvimento do império britânico durante mais 150 anos.”

Mais em diante, salientava o ponto de vista que mais nos interessa: a interconexão cada vez maior entre o petróleo e os alimentos. As razões são bem conhecidas: a enorme demanda energética entre as grandes economias asiáticas e a incapacidade dos países mais ricos — os Estados Unidos, o Japão e a Europa — para reduzirem seu consumo.

“Porém, também aumenta a demanda mundial de soja, sobretudo por causa do aumento do consumo na Ásia. As dezenas de milhões de porcos existentes na China devoram uma incrível quantidade de soja durante o ano. Os preços futuros da soja são 80% superiores neste ano (dezembro de 2007) aos do ano passado (2006).”

“Ninguém pode estar certo, mas o lógico é que o crescimento contínuo da população mundial e o aumento das rendas reais para mais de 2 bilhões de pessoas nos últimos anos signifiquem uma demanda cada vez maior de proteínas — mais carne de boi, mais porco, mais frango, mais peixe — e, por conseguinte, mais cereal para alimentar os animais.”

O professor de Yale poderia ter acrescentado: mais ovo e mais leite, visto que suas produções precisam de consideráveis quantidades de ração. Porém, um pouco mais para frente faz referência a um artigo publicado no The Economist, principal órgão das finanças européias, qualificando-o de “excelente, muito detalhado e aterrorizador”, intitulado O fim da comida barata. “A revista começou seu índice de preços dos alimentos nada menos que em 1845. O índice de preços dos alimentos é o maior em 162 anos”.

O Brasil, que já se auto-abastece de petróleo e possui abundantes reservas, sem dúvida, poderá fugir desse dilema. Erigido sobre um pequeno planalto, de entre 300 e 900 metros de altura, possui 77 vezes a superfície de Cuba. Essa irmã república possui três climas diferentes. Ali são cultivados quase todos os alimentos. Não é açoitada por furacões tropicais. Junto à Argentina, as duas poderiam ser tábuas de salvação para os povos da América Latina e do Caribe, incluindo o México, embora jamais garantia de segurança para eles, porque estão a mercê de um império que não admite essa união.

A escrita, como muitas pessoas sabem, é um instrumento de expressão que carece da rapidez, do tom e da mímica da linguagem falada, que não utiliza sinais de pontuação. Emprega-se muitas vezes mais tempo do pouco disponível. A vantagem da escrita é que pode ser feita numa hora qualquer do dia e da noite, mas a gente não sabe quais pessoas vão lê-la, muito poucos podem resistir à tentação de melhorá-la, incluir o que não disse e riscar parte do já dito; às vezes a gente tem vontade de jogá-la no lixo por não ter o interlocutor na frente. Durante toda minha vida transmiti idéias sobre os acontecimentos tal como os via, desde a mais escura ignorância até hoje em que disponho de mais tempo e possibilidades para observar os crimes que são cometidos contra nosso planeta e nossa espécie.

Aos revolucionários mais jovens, recomendo especialmente exigência máxima e disciplina ferrenha, sem ambição de poder, auto-suficiência, nem vanglórias. Cuidar de métodos e mecanismos burocráticos. Não cair em simples palavras de ordem. Ver os procedimentos burocráticos como o pior obstáculo. Usar a ciência e a computação sem cair na linguagem tecnicista e ininteligível de elites especializadas. Ter sede de conhecimento, constância, exercícios físicos e também mentais.

Na nova era em que vivemos, o capitalismo não presta nem como instrumento. É como uma árvore com raízes podres, da qual só brotam as piores formas de individualismo, de corrupção e de desigualdade. Também não se deve dar nada de presente aos que podem produzir e não produzem ou produzem pouco. Devemos premiar o mérito daqueles que trabalham com suas mãos ou sua inteligência.

Conseguimos universalizar os estudos superiores, então devemos universalizar o trabalho físico simples, que pelo menos ajuda a fazer parte dos infinitos investimentos que todos exigem, como se existisse uma enorme reserva de divisas e de força de trabalho. Cuidem-se especialmente daqueles que inventam empresas do Estado sob qualquer pretexto e depois administram os fáceis lucros como se tivessem sido capitalistas toda a vida, semeando egoísmo e privilégios.

Enquanto as pessoas não conscientizarem essas realidades, nenhum esforço poderá ser realizado para “impedir a tempo”, como disse Martí, que o império, ao qual viu surgir porque viveu em suas entranhas, destrua os destinos da humanidade.

Ser dialéticos e criadores. Não há outra alternativa possível.

Agradeçamos a Bush seu papel de Rei, visitando o lugar onde nasceu o filho do carpinteiro José, se alguém conhece o lugar exato do humilde presépio onde nasceu o Nazareno. Nesta ocasião, o chefe do império leva de presente aos países árabes dezenas de bilhões de dólares para comprar armas provenientes do complexo militar industrial, e ao mesmo tempo dois dólares para cada um dos que fornece a estes a fim de armar o estado do Israel, onde a agência das Nações Unidas, que trata do tema, afirma que 3,5 milhões de palestinos foram privados de seus direitos o expulsos desse território.

Seu instrumento obsessivo é ameaçar o mundo com uma guerra nuclear. Só ele é capaz de levar consigo esse presente dos Reis.


Fidel Castro Ruz

14 de janeiro de 2008

19h12


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